( Primeiro diálogo )
Álvaro
- Face às últimas notícias que são veiculadas pela comunicação social, acerca da vontade em abandonar o Protocolo de Quioto por parte dos Estados Unidos da América ( e não só ), tendo como causa de tal abandono os interesses da América ( sic ), sobrepondo-os, assim, aos reais interesses do próprio Planeta;Face aos últimos acontecimentos ocorridos em Portugal ( finais de 2000 e inícios de 2001 ), sejam os provindos da Mãe Natureza, sejam os incidentes verificados com certas ‘mortes’, surgidas no teatro da Evolução, questiono ?
Se a Mãe Natureza se afirma ( repondo equilíbrios ), como se constata pelos resultados ‘sofridos’, que razões causantes terá ela para assim decidir e agir ?
Que fundamentação terá esse aludido Protocolo de Quioto, cujo cumprimento nunca foi tão necessário e urgente à Humanidade ? Tem ele alguma coisa a ver com a Agenda 21 do Rio de Janeiro ?
Em toda esta marcha dinâmica, que se apresenta ao Homem Raínha e Castigadora, que decisões ‘certas’ ou ‘erradas’, terá tido esse Homem, que tais efeitos experimenta e vive ? Todos nós, sem apelo, sabemos que decisões foram e são essas ! Todos nós ! Que podemos então fazer para resolver naturalmente o problema ?
B - A resposta é simplicíssima ! Cumprir a Vontade do Criador ! Conformando a vossa Vida com a Vontade de DEUS !
A - Que Vontade é essa !?
B - Bom, parece que a resposta, também aqui, não é de difícil encontro, se se recordar a Mensagem de Jesus, o Cristo, sabereis dessa Vontade !
A - A quem cumpre recordar ?
B - A todos, sem excepção !
A - Se tal não for feito, o que é que acontece à Humanidade ?
B - Ainda haverá dúvidas sobre isso ?
A - Certo ! Mas, perguntarão alguns, não é o Homem titular de livre-arbítrio ?
B - Sim ! É ! Mas ... será o Homem dono do que está matando ? Terá ele direito para matar o Planeta, que lhe serve de oficina ?
A - Não tem o Homem direito para experimentar o que está experimentando ?
B - Se possui livre-arbítrio como possui, tem ! Só que, por tal experimento ( por tal liberdade de experimentar ) é ele, também, totalmente responsável. Logo ...
B - Logo, receberá o retorno do que cria, isto é, de suas experiências !
A - Tem de ser assim ?
B - Sim, tem, para se cumprir a iluminação e ascensão do Homem ! É todo um processo que a Alma do Homem cria, em ordem a obter os resultados que deseja alcançar, isto é: o seu regresso a Deus !
B - O resultado obtido, isto é, o resultado das vossas experiências, fortalece-vos. Sois infinitos, logo não há morte ! A vossa Alma sabe disso. Nunca morrereis ! A Vida é uma experiência ( criação ) contínua, independentemente da forma que tiverdes, conjugada sempre no eterno AGORA !
B - Ide em frente, com inteligência e cuidado, sem violar, porém, o que violado não pode ser !
B - DEUS É TUDO O QUE É ! Importa-vos a vós saber Quem Realmente Sois e o Que Realmente desejais Ser !
( Segundo diálogo )
Com a devida vénia e prestando, na parte que me cabe, elevado benefício à Humanidade, cumpre-me dar a conhecer, para meditação, um segundo diálogo, visando a corrigenda dos actos que têm suscitado à Mãe Natureza se defenda como o tem e o terá de fazer, se tais actos continuarem a ser praticados contra si, bem como, em segundo lugar, a dar ao Homem sabedoria e ideias de como se deve organizar politicamente, em ordem à efectivação de sua evolução. No final, figura o nome da Obra Literária que aconselhamos adquirir, por compra, bem como a Editora que possui os direitos reservados para Portugal.
"
Neale Donald Walsch:
" - Estás a dizer que o mundo há-de ter sempre problemas ? Que realmente é essa a Tua vontade ?DEUS: - Estou a dizer que o mundo existe da maneira que existe tal como um floco de neve existe da maneira que existe – em grande parte porque assim foi decidido. Vocês criaram-no assim – tal como criaram a vossa vida exactamente como ela é.
Eu quero aquilo que vocês querem. No dia em que realmente desejarem pôr termo à fome, não haverá mais fome. Dei-vos todos os meios para o fazerem. Dispõem de todos os instrumentos necessários a essa opção. Não a fizeram, porém. Não porque não possam fazê-la. O mundo pode acabar com a fome amanhã. Vocês optam, no entanto, por não fazer isso.
Afirmam haver razões válidas para que morram à fome quarenta mil pessoas por dia. Não há razões válidas. No entanto, ao mesmo tempo, que dizem que nada podem fazer para impedir que morram de fome quarenta mil pessoas por dia, trazem também por dia outras cinquenta mil ao mundo para iniciarem uma nova vida. E é a isso que chamam amor ! Que chamam plano de Deus ! É um plano totalmente desprovido de lógica ou razão, já para não dizer compaixão.
Estou a mostrar-te, em termos crus, que o mundo está da maneira que está porque vocês assim o decidiram. Estão sistematicamente a destruir o vosso próprio ambiente, e, depois, acusam os chamados desastres naturais como prova da cruel mistificação de Deus ou das duras acções da Natureza. Impuseram a vós mesmos essa mistificação, mas as vossas acções é que são cruéis.
Nada, mas nada, é mais doce que a Natureza. E nada, mas nada, tem sido mais cruel para a Natureza que o Homem. Declinam, porém, todo esse envolvimento, negam toda a responsabilidade. A culpa não é vossa, dizem, e nesse ponto têm razão. Não é uma questão de culpa, mas sim de decisão.
Podem decidir acabar, já amanhã, com a destruição das vossas florestas tropicais. Podem decidir acabar com a redução da camada protectora que cobre o vosso planeta. Podem decidir não continuar com a actual devastação do engenhoso ecossistema da Terra. Podem tentar reunir de novo os flocos de neve - ou pelo menos fazer parar o seu inexorável degelo -, mas estarão dispostos a fazê-lo ... ?
Outrossim, podem acabar, amanhã, com todas as guerras. Simplesmente ! Facilmente ! Basta apenas o que sempre bastou – que todos estejam de acordo. Contudo, se vocês não conseguem estar de acordo em algo tão basicamente simples como acabar com as mortes entre vós, como podem levantar o punho irado para os céus exigindo ordem na vossa vida ?
Eu nada farei por ti que tu não estejas disposto a fazer por ti mesmo. É essa a lei dos profetas.
O mundo está no estado em que está por vossa causa e pelas opções que vocês fizeram – ou deixaram de fazer. Não decidir já é uma decisão !
A Terra está na situação em que está, por vossa causa e pelas opções que vocês fizeram – ou deixaram de fazer.
A tua própria vida, está como está por tua causa e pelas opções que fizeste – ou deixaste de fazer.
NDW - Mas não fui eu que quis ser atropelado por aquele camião ! Não quis ser assaltado por aquele ladrão, ou violada por aquele tarado, dirão alguns. Há pessoas no mundo que dirão isto.
DEUS - Vocês estão todos na origem das condições que geraram no ladrão o desejo, ou a óbvia necessidade de roubar. Criaram, todos, a consciência que torna a violação possível. É quando vêem em vós mesmos aquilo que causou o crime que começam, finalmente, a resolver a situação que lhe deu origem.
Alimentem os vossos famintos, dêem dignidade aos vossos pobres. Concedam uma oportunidade aos vossos desfavorecidos. Acabem com o preconceito que mantém as massas oprimidas e furiosas, com pouca esperança de um futuro melhor. Ponham de lado os vossos inúteis tabus e restrições sobre a energia sexual – ou melhor, ajudem outros a entenderem verdadeiramente a sua beleza, canalizando-a de forma adequada. Façam essas coisas e darão assim um passo enorme com vista a pôr termo, para sempre, aos assaltos e às violações.
Quanto ao chamado "acidente" o camião que surge na curva, o tijolo que cai do céu aprendam a receber cada um desses incidentes como uma pequena parte de um mosaico maior. Vieram a este mundo para porem em prática um plano individual referente à vossa própria salvação. Salvação não significa, porém, salvarem-se das tentações do demónio. Demónio é coisa que não existe, e Inferno também não. Estão a salvar-se do oblívio ( esquecimento ) da não realização.
Nesta batalha não podem perder. Não podem fracassar, pois não se trata de nenhuma batalha mas apenas de um processo. Mas, se não o souberem, vê-lo-ão como uma luta constante. Poderão até vir a acreditar na luta o tempo suficiente para criarem uma religião à volta dela. Essa religião ensinar-vos-á que a luta é o principal de tudo. Um falso ensinamento. Não é lutando que o processo avança. É na rendição que a vitória se alcança.
Os acidentes acontecem porque acontecem. Certos elementos do processo vital reuniram-se de uma certa forma, num dado instante, com certos resultados – resultados que vocês decidem classificar como desastrosos por razões próprias. Talvez não sejam, porém, nada desastrosos dada a agenda da vossa Alma.
Digo-te: não há coincidências e nada acontece "por acaso". Todos os acontecimentos e contingências são-te impostos por ti mesmo para que possas criar e experimentar Quem Tu Realmente És. Todos os verdadeiros Mestres sabem isso. Razão por que os Mestres místicos se mantêm imperturbáveis em face das piores experiências da vida ( como tu as classificas ).
Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Sabem que Jesus não se perturbou com a crucificação, esperou-a. Podia ter-se ido embora mas não foi. Podia ter interrompido o processo em qualquer altura. Tinha poder para isso. Contudo, não o fez. Permitiu-se ser crucificado para assim exemplificar a salvação eterna do homem. Vejam, disse Ele, o que Eu consigo fazer. Olhem para o que é verdadeiro. E saibam que estas coisas, e mais, deverão ser também feitas por vós. Pois Eu não vos disse que sois deuses ? Mas não acreditam. Já que não conseguem acreditar em vós mesmos, acreditem em Mim.
Tal era a compaixão de Jesus que implorou por uma forma e criou-a de fazer ver ao mundo que todos podem ascender aos céus ( auto-realização ) – quanto mais não seja, através d’ Ele, pois derrotou a tristeza e a morte. E também tu poderás fazê-lo.
O maior ensinamento de Cristo não foi que poderão vir a ter uma vida eterna mas que a têm; não que poderão vir a ter uma irmandade em Deus, mas que a têm; não que poderão vir a ter o que quer que peçam, mas que têm.
Para isso basta sabê-lo. Pois tu és o criador da tua realidade e a vida não pode revelar-se senão da forma em que tu achas que ela o fará.
Cria-la com o pensamento. É esse o primeiro passo na criação. Deus-Pai é o pensamento. O teu pensamento é o progenitor que dá vida a todas as coisas.
NDW - É uma das leis que devemos fixar ?
DEUS - Sim !
NDW - Podes enunciar-me outras ?
DEUS - Já te enunciei outras. Enunciei-vo-las, todas, desde o princípio dos tempos. Fi-lo vezes sem conta. Enviei-vos professor atrás de professor ( Deus fala ao Homem através do Homem ). Vocês não dão ouvidos aos meus professores. Matam-nos ! "
( ... )
NDW - Deixa lá ver se estou a acompanhar isto. O que parece estar a emergir é uma visão mundial de igualdade e equanimidade, onde todas as nações se submetem a um governo mundial, e toda a gente partilha das riquezas do mundo.
DEUS - Lembra-te de que, quando falamos de igualdade, queremos dizer igual oportunidade, não igualdade de facto.
A verdadeira "igualdade" nunca será alcançada, e agradeçam que assim seja.
NDW - Porquê ?
DEUS - Porque a igualdade é uniformidade - e a última coisa de que o mundo precisa é uniformidade. (...) Falo de um mundo em que duas coisas são garantidas:
1.- O suprimento das necessidades básicas.
2.- A oportunidade de ir mais além.
Com todos os recursos do vosso mundo, com toda a vossa abundância, ainda não conseguiram essas duas coisas simples. Em vez disso, aprisionaram milhões no extremo inferior da escala sócio-económica e desenharam uma perspectiva do mundo que aí os mantém sistematicamente. Permitem que milhares de pessoas morram todos os anos por carências básicas.
Apesar de toda a magnificência do mundo, não encontraram forma de serem suficientemente magníficos para impedir que as pessoas morressem à fome e muito menos de se matarem umas às outras. Deixam mesmo que crianças morras de fome em frente aos vossos olhos. Chegam mesmo a matar pessoas porque não concordam convosco. São primitivos.
NDW - E julgamo-nos tão avançados.
DEUS - O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada. O primeiro sinal de uma consciência primitiva é considerar-se iluminada.
NDW - Então vamos resumir: A maneira de chegarmos ao primeiro degrau da escada, onde essas duas garantias fundamentais sejam concedidas a toda a gente ...
DEUS - É através de duas mudanças - uma no vosso paradigma político, outra no espiritual.
A mudança no sentido de um governo mundial unificado incluiria um tribunal mundial com grandes poderes para resolver disputas internacionais e uma força de manutenção da paz que zelasse pela aplicação das leis pelas quais optassem por vos governar.
O governo mundial compreenderia um Congresso das Nações - dois representantes de cada nação da Terra - e uma Assembleia Popular - com uma representação directamente proporcional à população de cada nação.
NDW - Exactamente como está estruturado o Governo dos Estados Unidos -- com duas câmaras, uma permitindo a representação proporcional e outra dando igual voz a todos os estados .
DEUS - Sim, a Constituição dos Estados Unidos foi inspirada por Deus. O mesmo equilíbrio de poderes devia ser incluído na nova constituição mundial.
Haveria, de igual modo, uma secção executiva, uma secção legislativa e uma secção judicial.
Cada nação manteria a sua política de manutenção da paz interna, mas todos os exércitos nacionais seriam licenciados - exactamente como os exércitos e armadas de cada um dos vossos estados foram licenciados a favor de uma força federal de manutenção da paz que serve todo o grupo de estados a que chamam agora uma nação.
As nações reservariam o direito de formar e reunir as suas milícias a qualquer momento, tal como os vossos estados têm o direito constitucional de manter e activar uma milícia de estado.
E - tal como os vossos estados agora fazem - cada um dos 160 Estados-Nação na união de nações teria o direito de secessão da união com base no voto popular ( embora não consiga imaginar nenhuma razão para o quererem fazer, uma vez que o povo estaria mais seguro e teria mais abundância que nunca ).
NDW - E - mais uma vez - para os de compreensão lenta - essa federação mundial unificada daria azo a ... ?
DEUS - 1. Ao fim das guerras entre nações e à resolução de disputas pela matança;
2. Ao fim da pobreza abjecta, da morte pela fome e da exploração maciça de pessoas e recursos pelos que detêm o poder;
3. Ao fim da destruição ambiental sistemática da Terra;
4. À libertação da luta interminável pelo maior, melhor e mais;
5. A uma oportunidade - verdadeiramente igual - de toda a gente de se elevar à suprema expressão do Eu;
6. Ao fim de todas as limitações e discriminações que impedem as pessoas de progredir - quer na habitação, quer no local de trabalho, no sistema político ou nas relações sexuais pessoais.
NDW - Essa nova ordem mundial exigiria uma redistribuição da riqueza ?
DEUS - Não exigiria nada. Produziria, voluntária e automaticamente, uma redistribuição de recursos.
A todas as pessoas seria facultada uma educação adequada, por exemplo. A todas as pessoas seria facultada livre oportunidade de utilizar essa educação no local de trabalho - de seguir carreiras que lhes trouxessem alegria.
A todas as pessoas seria garantido o acesso aos cuidados de saúde sempre e como necessário.
A todas as pessoas seria garantido que não morreriam de fome nem teriam, de viver sem roupas suficientes ou abrigo adequado.
A todas as pessoas seriam concedidas as necessidades básicas da vida para que a sobrevivência nunca voltasse a estar em causa, para que o simples conforto e a dignidade básica fossem facultados a todos os seres humanos.
NDW - Mesmo que nada fizessem para os ganhar ?
DEUS - A vossa ideia de que estas coisas têm que ser ganhas é a base da vossa ideia de que têm de ganhar o caminho para o Céu. No entanto, não podem ganhar o caminho para a graça de Deus, nem têm de o fazer, porque já lá estão. Isto é algo que vocês não são capazes de aceitar, porque é uma coisa que não são capazes de dar. Quando aprenderem a dar incondicionalmente ( o que quer dizer, a amar incondicionalmente ), então aprenderão a receber incondicionalmente.
Esta vida foi criada como um veículo através do qual vos é permitido experienciar isso.
Tenta embrenhar-te neste pensamento: as pessoas têm o direito à sobrevivência básica. Mesmo que não façam nada. Mesmo que não contribuam com nada. A sobrevivência com dignidade é um dos direitos básicos da vida. Dei-vos recursos suficientes para poder garantir isso a toda a gente. Tudo o que têm que fazer é partilhar.
NDW - Mas então o que impediria as pessoas de simplesmente desperdiçarem as suas vidas, deixando-se andar, colhendo " benefícios " ?
DEUS - Primeiro que tudo, não te compete a ti julgar o que é uma vida desperdiçada. Uma vida é desperdiçada se a pessoa não faz nada senão ficar estendida a pensar em poesia durante 70 anos e produzir, então, um único soneto que abre uma porta à compreensão e discernimento de milhares de pessoas ? Uma vida é desperdiçada se a pessoa mente, engana, maquina, prejudica, manipula e magoa os outros durante toda a vida, mas depois se lembra de algo acerca da sua verdadeira natureza e em consequência disso - lembra-se, talvez, de qualquer coisa que passou vidas a tentar recordar - evolui, finalmente, para o Nível Seguinte ? Essa vida é " desperdiçada " ?
Não te compete julgar a jornada da alma de outrem. Compete-te decidir quem TU és, não o que outro foi ou deixou de ser.
Portanto, perguntas o que impediria as pessoas de desperdiçarem simplesmente as suas vidas, deambulando por aí, colhendo " benefícios ", e a resposta é: nada.
NDW - Mas pensas mesmo que isso funcionaria ? Não achas que os que estão a contribuir começariam a ressentir-se contra aqueles que não estão ?
DEUS
- Sim começariam, se não fossem iluminados. Mas os iluminados encarariam os não-contribuintes com grande compaixão, não com ressentimento.NDW - Compaixão ?
DEUS - Sim, porque os contribuintes compreenderiam que os não-contribuintes estariam a perder a maior oportunidade e a maior das glórias: a oportunidade de criar e a glória de experienciar a ideia suprema de Quem Realmente São. E os contribuintes saberiam que esse era castigo suficiente para a sua preguiça se, de facto, fosse preciso castigo - que não é.
NDW - Mas os que estão realmente a contribuir não ficariam zangados por lhes serem retirados os frutos do seu trabalho e dados aos preguiçosos ?
DEUS - Não estás a ouvir. A todos seriam dadas porções mínimas de sobrevivência. Aos que têm mais seria dada a oportunidade de contribuir com 10 por cento dos seus ganhos para tornar isso possível.
Quanto a como seria decidido o rendimento, o mercado aberto determinaria o valor da contribuição de cada um, tal como se faz hoje no vosso país.
NDW - Mas assim ainda teríamos os " ricos " e os " pobres ". tal como hoje ! Isso não é igualdade.
DEUS - Mas é igual oportunidade. Porque toda a gente teria a oportunidade de viver uma existência básica sem preocupações de sobrevivência. E a todos seria dada igual oportunidade de adquirir conhecimentos, desenvolver competências e utilizar os seus talentos naturais no Lugar da Alegria.
NDW - Lugar da Alegria ?
DEUS - Seria assim que se chamaria ao " Local de Trabalho ".
NDW - Mas não continuaria a haver inveja ?
DEUS - Inveja, sim. Ciúme, não. A inveja é uma emoção natural que te impele a esforçares-te por ser mais. É a criança de dois anos que anseia e se esforça por chegar à maçaneta da porta que o irmão mais velho consegue alcançar. Não há nada de errado nisso. Não há nada de errado na inveja. É um motivador. É desejo puro. Faz nascer a grandeza.
O ciúme, pelo contrário, é uma emoção guiada pelo medo que faz com que se queira que os outros tenham menos. É uma emoção frequentemente assente na amargura. Provém da ira e leva à ira. E mata. O ciúme pode matar. Quem quer que tenha feito parte de um triângulo ciumento sabe isso.
O ciúme mata, a inveja faz nascer.
Aos invejosos serão dadas todas as oportunidades de serem bem sucedidos no seu próprio caminho. Ninguém será impedido de progredir económica, política ou socialmente. Não por razões de raça, género ou orientação sexual. Não por razões de nascimento, estatuto de classe ou idade.
Por razão nenhuma.
A discriminação, seja por que razão for, deixará simplesmente de ser tolerada.
E sim, poderá continuar a haver "ricos" e "pobres", mas não haverá mais "esfomeados" e "necessitados".
Percebes, não será retirado o incentivo da vida ... apenas o desespero.
NDW - Mas o que é que vai garantir que teremos contribuintes suficientes para "suportar" os não-contribuintes ?
DEUS - A grandeza do espírito humano !
NDW - Hã ?
DEUS - Contrariamente ao que pensas, uma pessoa comum não se satisfará com níveis de subsistência e mais nada. Além disso, todo o incentivo à grandeza mudará quando tiver lugar a Segunda alteração de paradigma - a alteração espiritual.
NDW - O que vai provocar essa alteração ? Ainda não ocorreu um 2000 anos de história ...
DEUS - Diz antes dois mil milhões de anos de história ...
NDW - ... do planeta. Porque ocorreria agora ?
DEUS - Porque com a demarcação da sobrevivência material - com a eliminação da necessidade de se ser grandiosamente bem sucedido de forma a adquirir uma quantidade mínima de segurança - não haverá outra razão para alcançar, para se destacar, para se tornar magnificente senão a experiência da própria magnificência !
NDW - E será isso motivação suficiente ?
DEUS - O espírito humano eleva-se; não se afunda em face da verdadeira oportunidade. A alma busca uma experiência superior de si própria, não inferior. Quem quer que tenha experienciado a verdadeira magnificência, mesmo que só por um momento, sabe isso.
NDW - E o poder ? Nesta reordenação especial, continuariam a existir pessoas com riqueza e poder desmesurados.
DEUS - Os ganhos financeiros seriam limitados.
NDW - Ena, pá - aqui vai disto. Queres explicar como isso vai funcionar antes de eu te explicar por que razão não vai ?
DEUS - Sim. Tal como haveria limites mínimos de rendimento, haveria também limites máximos. Primeiro, quase toda a gente pagaria a dízima de 10 por cento do rendimento ao governo mundial. É o desconto voluntário de 10 por cento de que já falei antes.
NDW - Sim ... a velha proposta do "imposto igual".
DEUS - Na vossa actual sociedade, no momento presente, teria de assumir a forma de imposto porque vocês não estão suficientemente iluminados para verem que a dedução voluntária para o bem de todos é do vosso interesse. No entanto, quando se der a alteração de consciência de que tenho falado, essa dedução aberta, afectuosa e livremente oferecida da vossa colheita será vista por vós como obviamente apropriada.
NDW - Tenho de Te dizer uma coisa. Importas-Te que Te interrompa para Te dizer uma coisa ?
DEUS - Não, podes dizer.
NDW - Esta conversa está a parecer-me muito estranha. Nunca pensei Ter uma conversa com Deus em que Deus começasse a recomendar linhas de actuação políticas. Realmente ! Como é que eu convenço as pessoas de que Deus é a favor do imposto fixo ?
DEUS - Bom, vejo que continuas a insistir em considerá-lo um imposto, mas entendo isso, porque o conceito de simplesmente te ofereceres para partilhar 10 por cento da tua abundância te parece estranho. Ainda assim, porque achas difícil de acreditar que eu tenha uma ideia sobre isso ?
NDW - Pensei que Deus fosse acrítico, não tivesse opinião, que não se importasse com essas coisas.
DEUS - Espera aí, deixa-me ver se percebo. Na nossa última conversa - a que chamaste Livro 1 - respondi a toda a espécie de perguntas. Perguntas sobre o que faz funcionar as relações, perguntas sobre modos de vida correctos, até perguntas sobre dieta. Em que difere isso disto ?
( ... )
DEUS - ( ... ) Bem, deixa-Me colocar-te este livro e o Livro 1, já agora, no devido contexto mais uma vez.
Não tenho preferências quanto à forma como conduzes a tua vida. O meu único desejo é que te experiencies plenamente como ser criador, para que possas saber Quem Realmente És.
NDW - Óptimo. Isso eu compreendo. Até aí, tudo bem.
DEUS - Todas as perguntas a que tenho aqui respondido e todas a que respondi no Livro 1 foram ouvidas e respondidas no contexto do que tu, como ser criador, dizes estar a tentar ser e fazer. Por exemplo, no Livro 1 fizeste-Me muitas perguntas acerca de como podias fazer com que as relações dessem resultado. Lembras-te ?
NDW - Sim, claro.
DEUS - Achaste as Minhas respostas assim tão problemáticas ? Tiveste dificuldade em acreditar que eu tivesse opinião sobre isso ?
NDW - Nunca pensei nisso. Limitei-me a ler as respostas.
DEUS - No entanto, estás a ver, coloquei as Minhas respostas dentro do contexto das tuas perguntas. Ou seja, uma vez que desejas ser ou fazer isto ou aquilo, qual é a melhor forma de o empreender ? E Eu mostrei-te um caminho.
NDW - Mostraste, sim.
DEUS - Estou a fazer o mesmo aqui.
NDW - Só que ... não sei ... é mais difícil de acreditar que Deus diga estas coisas do que era acreditar que Deus dissesse aquelas coisas.
DEUS - Tens mais dificuldade em concordar com algumas das coisas aqui ditas ?
NDW - Bem ...
DEUS - Porque se tens, isso está muito certo.
NDW - Está ?
DEUS - Claro.
NDW - Está certo discordar de Deus ?
DEUS - Com certeza. O que é que pensas que vou fazer, esmagar-te como um insecto ?
NDW - Na verdade, não tinha ido tão longe no meu raciocínio.
DEUS - Olha, o mundo tem discordado de Mim desde que tudo isto começou. Quase ninguém tem feito as coisas à Minha maneira desde que isto começou.
NDW - Isso é verdade, segundo parece.
DEUS - Podes ter a certeza de que é verdade. Se as pessoas tivessem seguido as minhas instruções - que vos deixei através de centenas de professores durante milhares de anos - o mundo seria um lugar muito diferente. Portanto, se quiseres discordar de Mim agora, vai em frente.
( ... )
A orientação que te está a ser dada é seguires o teu coração. Escuta a tua alma. Ouve o teu eu. Mesmo quando te apresento uma opção, uma ideia, um ponto de vista, não tens obrigação de os aceitar como sendo os teus. Se discordas, discorda, pois. É esse o objectivo deste exercício. A ideia não é substituir a tua dependência de tudo e todos pela dependência deste livro. A ideia era levar-te a pensar. A pensares por ti. Isso é quem Eu Sou neste preciso momento. Eu sou tu, a pensar, Eu sou tu, a pensares em voz alta.
NDW - Queres dizer que este material não provém da Fonte Suprema ?
DEUS - Claro que sim ! Mas essa é a única coisa em que ainda não és capaz de acreditar: tu és a Fonte Suprema. E eis a única coisa que aparentemente ainda não compreendes: tu estás a criar tudo - toda a tua vida - aqui mesmo, agora mesmo, Tu ... TU ... estás a criá-la. Não Eu. TU.
Portanto ... há algumas respostas a estas questões puramente políticas de que não gostes ? Então muda-as. Fá-lo. Agora. Antes que comeces a ouvi-las como um evangelho. Antes de começares a torná-las reais. Antes que comeces a considerar o teu último pensamento, sobre qualquer coisa, mais importante, mais válido e mais verdadeiro do que o teu próximo pensamento.
Lembra-te de que é sempre o novo pensamento que cria a tua realidade. Sempre.
E agora, há alguma coisa na nossa discussão política que queiras mudar ?
NDW - Não propriamente. Parece que concordo contigo, por acaso. Só não sabia como encarar tudo isto.
DEUS - Encara como quiseres. Não percebes ? Isso é o que estás a fazer com toda a vida !
NDW - Pronto, está bem .... parece-me que percebi. Gostava de continuar a conversa, nem que seja para ver onde vai dar.
DEUS - Está bem, vamos fazer isso.
NDW - Ias a dizer ...
DEUS - Ia a dizer que noutras sociedades - sociedades iluminadas - o pôr de lado uma determinada quantia do que se recebe ( o que vocês chamam "rendimento" ), para ser utilizado para o bem geral da sociedade é uma prática bastante vulgar. No novo sistema que temos estado a explorar para a vossa sociedade, todos ganhariam em cada ano tanto quanto pudessem - e reteriam o que ganhavam, até um certo limite.
NDW - Que limite ?
DEUS - Um limite arbitrário, com que todos concordassem.
NDW - E tudo o que fosse acima desse limite ?
DEUS - Seria canalizado para o fundo caritativo mundial em nome do contribuinte, para que todo o mundo pudesse conhecer os seus benfeitores.
Os benfeitores teriam a opção de controlo directo do desembolso de 60 por cento da sua contribuição, dando-lhes a satisfação de colocarem a maior parte do seu dinheiro exactamente onde quisessem.
Os outros 40 por cento ( da sua contribuição ), seriam atribuídos a programas regulamentados pela federação mundial e por ela administrados.
NDW - Se as pessoas soubessem que para além de um determinado limite de rendimento tudo lhes seria retirado, que incentivo teriam para continuar a trabalhar ? O que faria com que não parassem a meio, quando tivessem atingido o "limite" do rendimento.
DEUS - Algumas fariam isso. E então ? Que fizessem. O trabalho obrigatório acima do limite de rendimento, com contribuições para o fundo mundial de caridade, não seria necessário. O dinheiro economizado com a eliminação da produção maciça de armas de guerra seria suficiente para preencher as necessidades básicas de todos. A dízima de 10 por cento de tudo o que seria ganho em todo o mundo, para além dessas economias, elevaria a sociedade, não apenas os poucos eleitos, a um nível de dignidade e abundância. E a contribuição dos ganhos acima do limite acordado produziria oportunidades e satisfação tão alargadas para todos que o ciúme e as iras sociais se desintegrariam virtualmente.
Alguns deixariam de trabalhar - especialmente aqueles que encarassem a sua actividade como trabalho sério. Mas aqueles que encarassem a sua actividade como alegria absoluta nunca parariam.
NDW - Nem toda a gente pode ter um trabalho desses.
DEUS - Não é verdade. Toda a gente pode.
A alegria no local de trabalho não tem nada a ver com a função, e tudo a ver com o propósito.
A mãe que acorda às quatro da manhã para mudar a fralda ao bebé compreende isso perfeitamente. Canta em surdina e acarinha o bebé e ao mundo inteiro não parece que o que ela está a fazer seja qualquer espécie de trabalho. Mas é a sua atitude em relação ao que está a fazer, é a sua intenção, é o seu propósito ao empreender essa actividade, que tornam essa tarefa uma verdadeira alegria.
Já utilizei este exemplo da maternidade antes, porque o amor de uma mãe pelo filho é o que mais se aproxima do entendimento que possas vir a ter de alguns dos conceitos de que falo neste livro e nesta trilogia.
NDW - Mesmo assim, qual seria o objectivo de eliminar o "potencial" de ganho ilimitado ? Isso não roubaria à experiência humana uma das suas maiores oportunidades, uma das suas aventuras mais gloriosas ?
DEUS - Ainda teriam a oportunidade e a aventura de ganhar uma quantidade ridícula de dinheiro. O limite máximo de rendimento a reter seria muito alto - mais do que uma pessoa em média ... que dez pessoas em média ... jamais precisariam. E o rendimento que podiam ganhar não seria limitado - simplesmente o valor que optassem por reter para uso pessoal. O restante - digamos, tudo o que excedesse 25 milhões de dólares por ano ( utilizo um valor absolutamente arbitrário como exemplo ) - seria gasto em programas e serviços para benefício de toda a Humanidade.
Quanto à razão - ao porquê ...
O limite máximo de rendimento a reter seria um reflexo da mudança de consciência no planeta; a noção de que o propósito supremo da vida não é a acumulação da máxima riqueza, mas o de fazer o máximo bem - e a inferência de que, na verdade, a concentração de riqueza, não a sua partilha, é o maior factor singular na criação dos dilemas sociais e políticos mais persistentes e impressionantes do mundo.
NDW - A oportunidade de amealhar riqueza - riqueza ilimitada - é a pedra angular do sistema capitalista, um sistema de livre iniciativa e concorrência aberta que produziu a maior sociedade que o mundo alguma vez conheceu.
DEUS - O problema é acreditares mesmo nisso.
NDW
- Não, não acredito. Mas dei-lhe aqui voz em nome dos que acreditam.DEUS - Os que acreditam estão terrivelmente iludidos e não vêem nada da realidade actual no vosso planeta.
Nos Estados Unidos, 1,5 por cento do topo da escala possuem mais riqueza do que os 90 por cento da parte inferior. O valor líquido das 834.000 pessoas mais ricas é quase um bilião de dólares superior aos 84 milhões de pessoas mais pobres em conjunto.
NDW - E depois ? Trabalharam para isso.
DEUS - Vocês, americanos, tendem a ver o estatuto social em função do esforço individual. Alguns "saíram-se bem", portanto assumem que qualquer pessoa o pode fazer. Essa perspectiva é simplista e ingénua. Presume que todos têm as mesmas oportunidades quando, de facto, na América como no México, os ricos e poderosos esforçam-se e maquinam para conservarem o dinheiro e o poder e para os aumentar.
NDW - E então ? Que mal há nisso ?
DEUS - Fazem-no pela eliminação sistemática da concorrência, minimizando institucionalmente a verdadeira oportunidade, e controlando colectivamente o fluxo e o crescimento da riqueza.
Conseguem isto com todo o tipo de artifícios, desde práticas injustas que exploram a multidão de pobres do mundo até às práticas competitivas de grupos de compinchas que minimizam ( e quase destroem ), as hipóteses de um recém-chegado entrar para o Círculo Interno dos bem sucedidos.
Depois procuram controlar a política pública e os programas governamentais em todo o mundo para melhor assegurarem que as massas se mantêm regulamentadas, controladas e subservientes.
NDW - Não acredito que os ricos façam isso. A maior parte deles não o faz. Pode ser que haja uma mão cheia de conspiradores, suponho eu ...
DEUS - Na maior parte dos casos não são indivíduos ricos que o fazem; são os sistemas e instituições sociais que eles representam. Esses sistemas e instituições foram criados pelos ricos e poderosos - e são os ricos e poderosos que continuam a apoiá-los.
Escondendo-se atrás desses sistemas e instituições sociais, os indivíduos podem lavar as mãos de qualquer responsabilidade pelas condições que oprimem as massas e favorecem os ricos e poderosos.
Por exemplo, regressemos aos cuidados de saúde na América. Milhões de pobres, na América, não têm acesso a cuidados preventivos de saúde. Não se pode apontar para nenhum médico e dizer: "foste tu que fizeste isto, é culpa tua" que, na nação mais rica da terra, milhões de pessoas não possam consultar um médico a menos que estejam em grandes dificuldades num serviço de urgência.
Nenhum médico pode ser culpado por isso, no entanto todos os médicos têm o proveito. Toda a classe médica - e todas as indústrias a ela associadas - beneficia de lucros sem precedentes de um sistema que institucionalizou a discriminação contra os trabalhadores pobres e os desempregados.
E este é apenas um exemplo de como o "sistema" mantém os ricos ricos e os pobres pobres.
A questão é que são os ricos e poderosos que sustentam essas estruturas sociais e resistem firmemente a qualquer esforço efectivo para as mudar. Opõem-se a qualquer abordagem política ou económica que se destine a facultar verdadeiras oportunidades e dignidade genuína a todas as pessoas.
A maior parte dos ricos e poderosos, vistos individualmente, são certamente pessoas bastante boas, com tanta compaixão e simpatia como outra pessoa qualquer. Mas basta mencionar um conceito tão ameaçador para eles como limites de rendimento anual ( mesmo limites ridiculamente elevados, como 25 milhões de dólares por ano ), e começam a lamuriar-se sobre a usurpação dos direitos individuais, a erosão do "American way" e os "incentivos perdidos".
Então e o direito de toda a gente viver num ambiente minimamente decente, com comida suficiente para não passar fome, roupa suficiente para conservar o calor do corpo ? O direito das pessoas em toda a parte a terem cuidados de saúde adequados - o direito a não ter que sofrer ou morrer de complicações médicas relativamente menores que os que têm dinheiro ultrapassam com um estalar dos dedos ?
Os recursos do vosso planeta - incluindo os frutos do trabalho das massas dos indescritivelmente pobres que são explorados contínua e sistematicamente - pertencem a todas as pessoas do mundo, não apenas às que são suficientemente ricas e poderosas para explorar.
A exploração funciona assim: Os vossos industriais ricos vão para um país ou zona onde não existe trabalho nenhum, onde as pessoas não têm recursos, onde há uma pobreza abjecta. Os ricos montam aí uma fábrica, oferecendo trabalho a esses pobres - por vezes postos de trabalho de 10, 12 e 14 horas por dia - contra um salário mínimo, para não dizer sub-humano. Que não seja suficiente, reparem, para permitir que esses trabalhadores fujam das aldeias infestadas de ratos, mas apenas o suficiente para lhes permitir viver daquela maneira, como alternativa a não terem alimento nem abrigo nenhum.
E quando alertados para isso, esses capitalistas dizem, "Olhem lá", estão melhor do que antes, não estão ? Melhorámos-lhes a situação ! As pessoas aceitam os empregos, não aceitam ? Ora, demos-lhes a oportunidade ! E nós é que corremos todos os riscos !"
Contudo, que risco é que há em pagar 75 cêntimos por hora às pessoas para fabricarem ténis que vão ser vendidos a 125 dólares o par ?
Isso é correr riscos ou exploração pura e simples ?
Um sistema de uma obscenidade tão grosseira só podia existir num mundo motivado pela cobiça, onde a margem de lucro, e não a dignidade humana, é a primeira coisa a ter em consideração.
Os que dizem que "em relação ao que é normal na sua sociedade, esses camponeses estão a viver maravilhosamente" são hipócritas de primeira apanha. Atirariam uma corda a um homem que se estivesse a afogar, mas recusar-se-iam a puxá-lo para terra. Depois gabar-se-iam de que uma corda é melhor que uma pedra.
Em vez de elevarem as pessoas à verdadeira dignidade, esses "que têm" dão aos "que não têm" deste mundo, apenas o suficiente para os tornar dependentes - mas nunca o suficiente para alguma vez se tornarem verdadeiramente poderosos. Porque as pessoas de verdadeiro poder económico podem influenciar o "sistema", e não estarem meramente sujeitas a ele. E isso é a última coisa que os criadores do sistema querem !
Por isso a conspiração continua. E para a maior parte dos ricos e poderosos não é uma conspiração de acção, é uma conspiração de silêncio.
Portanto vão lá - sigam o vosso caminho - e não digam nada, de forma nenhuma, sobre a obscenidade de um sistema sócio-económico que recompensa um executivo com uma gratificação de 70 milhões de dólares por aumentar as vendas de um refrigerante, enquanto 70 milhões de pessoas nem se podem dar ao luxo de o beber - e muito menos de comer o suficiente para conservarem a saúde.
Não vejam a obscenidade disso. Chamem-lhe a Economia de Mercado Livre do mundo, e digam a toda a gente como se sentem orgulhosos dela.
No entanto está escrito:
" Se queres ser perfeito,
Vende tudo quanto tens, distribui o dinheiro pelos pobres e terás um tesouro nos Céus.
Mas quando o jovem ouviu isto, afastou-se, entristecido, pois era muito rico. "
NDW - Raramente Te vi tão indignado. Deus não fica indignado. Isso prova que Tu não és Deus.
DEUS - Deus é tudo, e Deus fica tudo. Não ha nada que Deus não seja, e tudo o que Deus experiencia de Si, Deus experiencia em, como e através de ti. É a tua indignação que estás a sentir.
NDW - Tens razão. Porque concordo com tudo o que Tu disseste.
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Obra literária
: " Conversas com Deus " – Livros 1, 2 e 3, de Neale Donald Walsch, cuja Alma está na sua 648 Encarnação Terrena.Editora: Publicações SINAIS DE FOGO
Deixo-vos, aqui, este pedaço da Verdade Divina, contida na supra citada Obra Literária que a todos recomendo.
Deixo-vos, também, meu Fraternal Abraço.
Álvaro de Jesus