ATRIBUTOS DE DEUS

 

Sua Natureza Divina

 

Ao Homem, como já afirmámos, nesta fase etária de sua evolução espiritual, não é dado conhecer a natureza íntima de Deus.

Somente após sua completa depuração espiritual, poderá o Homem adquirir, então, o sentido ou faculdade, que lhe permitirá compreender e definir DEUS.

Mas, se o Homem não pode ainda penetrar na essência e na natureza íntima de Deus, poderá no entanto, pela intuição, chegar a um certo conhecimento de Seus atributos.

O Homem, se não possuísse a intuição natural dos atributos de Deus, dificilmente compreenderia a obra de Sua Criação.

Podemos aceitar como verdadeiro, ter sido a obra de Sua Criação o ponto de partida de todas as crenças religiosas, mas, outrossim, poderemos também afirmar que foi pela falta de a ela se referirem de forma unívoca, como farol que as poderia dirigir, que a maioria das religiões errou nos seus dogmas.

Significa tão somente isto que, ao não terem, desde sempre, atribuído a Deus a Sua omnipotência, possibilitaram a existência de vários deuses, bem como as que não souberam atribuir a Deus a soberana bondade, dele fizeram um deus ciumento, colérico, parcial e vingativo.

Esqueceram, tão simplesmente, o Deus de Amor apresentado por Jesus de Nazaré.

Sem se possuir o exacto conhecimento dos atributos ( Faculdades ) de Deus, impossível se torna, pois, compreender a obra de Sua Criação.

DEUS É A SUPREMA E SOBERANA INTELIGÊNCIA

Facilmente se reconhece que a inteligência do Homem é limitada, dado que não pode fazer nem compreender tudo quanto existe em seu redor. O Homem aprende com seus erros.

A de Deus, porém, abarcando toda ela o infinito, igualmente infinita é. Deus não erra !

Se lhe supuséssemos uma qualquer limitação, poder-se-ia conceber um outro Ser ainda mais soberano e ainda mais inteligente que Ele, e, então, seria este Ser o verdadeiro DEUS.

DEUS É ETERNO

É eterno porque não tem ( não teve ) princípio, nem tem ( não terá ) fim.

Se tivesse tido um começo, das duas uma, ou teria saído do NADA ou teria sido criado por um outro Ser.

Não me será difícil fazer-vos crer e aceitar que, do NADA ... nada vem, porque o NADA, simplesmente, não existe !

Por outro lado, se aceitarmos que possa ter tido um começo e possa, igualmente, ter um fim, então, conceberemos a existência de um outro Ser, existindo antes dele, e assim sucessivamente até ao infinito.

DEUS É IMUTÁVEL

Deus é imutável, porque não está sujeito à mudança. Se Deus estivesse sujeito à mudança, as leis que regem todo o Universo ( leis por Ele criadas e que são Ele próprio ), não teriam qualquer estabilidade. Tudo seria então ... CAOS, em vez da perfeita Harmonia que se verifica, constata e reconhece.

DEUS É IMATERIAL

Ao dizermos que Deus é imaterial, estamos a afirmar que a sua natureza difere de tudo o que chamamos e conhecemos por MATÉRIA. De outro modo, não seria Ele, ainda aqui, imutável, já que estaria sujeito às transformações dessa matéria.

Deus, por outro lado, não tem forma reconhecível pelos nossos sentidos. Se a possuísse, seria matéria. Quando dizemos: ' A mão de Deus ', estamos tão somente a comparar, deficientemente, por conhecermos somente o que nos diz referência.

Qualquer imagem que de Deus se faça, será simplesmente ridícula, pois que rebaixa o Ser Supremo, às mesquinhas proporções da Humanidade.

DEUS É TODO PODEROSO

Se Deus não possuísse o supremo poder, poder-se-ia, também aqui, arguir a existência de um outro Ser mais poderoso que Ele, e, assim, de forma sucessiva, até se encontrar o Ser que nenhum outro pudesse superar em poder.

DEUS É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM

As leis divinas, de forma sábia e providencial, demonstram e revelam-nos, tanto nas pequenas como nas grandes coisas, essa sabedoria, não nos permitindo, assim, duvidar nem de Sua Justiça, nem de Sua Bondade.

Citando nossa fonte e Guia espiritual: Allan Kardec, poderemos confirmar que:

- " O infinito de uma qualidade exclui a possibilidade da existência de uma qualidade contrária que a diminua ou a anule. Um ser infinitamente bom, não pode ter a menor parcela de maldade, nem um ser infinitamente mau, pode ter a menor parcela de bondade."

- " Deus não pode, pois, ser, ao mesmo tempo, bom e mau, porque, então, não possuindo nem uma, nem outra dessas qualidades no grau supremo, não poderia ser Deus. Não poderia ser senão infinitamente bom ou infinitamente mau. Ora, tendo em vista que as suas obras testemunham a sua sabedoria, a sua bondade e a sua solicitude, necessário se torna, então, concluir que, não podendo ser, ao mesmo tempo, bom e mau sem deixar de ser Deus, então somente infinitamente bom deve ser. "

- " Uma soberana Bondade implica, necessária e obrigatoriamente, uma soberana Justiça. Efectivamente, se Deus agisse injustamente ou com parcialidade, mesmo que fosse numa única vez, ou em relação a uma única das suas criaturas, não seria soberanamente JUSTO e, por consequência, não seria soberanamente BOM. Logo, deixaria de ser DEUS. "

DEUS É INFINITAMENTE PERFEITO

Dificilmente se pode conceber Deus, sem que seja a Perfeição Infinita.

É impossível, pois, reconhecer Deus, destituído de tal Faculdade e em termos absolutos.

Por isso se afirma: para que nenhum outro Ser O possa superar, é preciso que Ele seja infinito em tudo.

Sendo os atributos de Deus infinitos, não são susceptíveis nem de aumento, nem de diminuição.

DEUS É ÚNICO

A unidade de Deus é a consequência do infinito das suas perfeições. Um outro Deus não poderia existir senão com a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, porque se houvesse, entre eles, a mais leve diferença, um seria inferior ao outro, subordinado ao seu poder, e, logo, não seria Deus.

Se houvesse, entre eles, igualdade absoluta, seria, de toda a eternidade, um mesmo pensamento, uma mesma vontade, um mesmo poder. Assim, confundidos em sua identidade, não seriam, em realidade, senão um único Deus. Se cada um tivesse atribuições especiais, um faria o que o outro não faria, e, então, não teriam, entre eles, igualdade perfeita, uma vez que, nem um nem o outro, teria a soberana autoridade.

Citando, de novo, Allan Kardec, sustentamos que:

- " Foi a ignorância do infinito das perfeições de Deus que engendrou o politeísmo, culto de todos os povos primitivos. Atribuíram divindade a todo o poder que lhes pareceu acima da Humanidade. Mais tarde, a razão levou-os a confundirem essas diversas potências numa única. Depois, à medida que os homens compreenderam a essência dos atributos divinos, suprimiram, dos seus símbolos, as crenças que dele eram a negação. "

Podemos então concluir, com Kardec que:

- " Deus não pode ser Deus senão com a condição de não ser superado, em nada, por outro Ser. Porque, então, o Ser que O superasse, no que quer que fosse, seria o verdadeiro Deus. Por isso, é preciso que Deus seja infinito em todas as suas faculdades. "

- " É assim que, estando a existência de Deus constatada pelo facto das suas obras, se chega pela simples dedução lógica, a determinar os atributos que O caracterizam. "

- " Deus é, pois, a suprema inteligência; é Único, Eterno, Imutável, Imaterial, Todo Poderoso, soberanamente Justo, Bom e Infinito em todas as suas perfeições. "

- " Tal é o eixo sobre o qual repousa o edifício universal. É o farol cujos raios se estendem sobre o Universo inteiro, e que, unicamente, pode guiar o Homem na procura da verdade. Seguindo-O, nunca o Homem se perderá, e se, frequentemente, se sentir extraviado, será por falta de ter seguido a rota que lhe estava indicada. "

- " Tal é, também, o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas; o homem tem, para julgá-las, uma medida, rigorosamente exacta, nos atributos de Deus, e pode-se dizer, com absoluta certeza, que toda a teoria, todo o princípio, todo o dogma, toda a crença, toda a prática que estivesse em contradição com um único dos seus atributos, que tendesse não somente a anulá-los, mas simplesmente a enfraquecê-los, não poderia estar com a verdade. "

- " Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, nada há de verdadeiro senão aquilo que não se desvie um iota das qualidades essenciais da Divindade. A verdadeira religião será aquela na qual nenhum artigo de Fé esteja em oposição com essas qualidades, na qual todos os dogmas poderão sofrer a prova desse controle, sem dele receber, porém, nenhum prejuízo. "

 

Ficai na pureza dos Princípios que conformam a Grande Fraternidade !